O melhor beijo é aquele que não se beija
Às vezes o homem (ou a mulher) quer beijar, mostrar serviço, exibir aquela técnica tailandesa de chupar a língua que leu há anos em um artigo sobre 9 tipos de beijo. Ele quer fazer algo. Antes, porém, ele espera o momento e se move em direção ao beijo. Sua ansiedade o impede de experimentar várias possibilidades...
Por exemplo, o que aconteceria se agisse como se o beijo já tivesse acontecido? Ou, se no momento certo para o beijo, não beijasse e seguisse se relacionando noite adentro?
Quem já entendeu que beijo é uma coisa que não existe deixa a energia subir e sempre se surpreende quando o beijo acontece.
- No primeiro encontro, uma peça de teatro no SESC Avenida Paulista e depois uma longa conversa no Paris 6;
- No segundo, samba de gafieira, salsa, bolero e forró no Buena Vista Club. A noite inteira colados, suando juntos, às vezes com os lábios a 2 centímetros, mas nenhum beijo;
- No terceiro encontro, chegam no apartamento dele depois de algumas horas no bar Anhanguera...
Quando o beijo acontece, ambos sabem que aquilo que não é um beijo.
Ora, beijo seria se tivesse acontecido no segundo encontro.
Agora é tarde demais…
O melhor beijo é o que se improvisa quando duas bocas param entreabertas a mílimetros de distância. Beijo respirado. Línguas, lábios e dentes… não. Dos pés aos cabelos, nós beijamos mesmo é com o corpo todo.
Feliz dia do Beijo
Mil Beijos ;*
Paulo Markus, Ft.

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